quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Infinito (Larissa Rocha)

Após concluir a leitura de  A culpa é das estrelas (John Green), fiquei refletindo sobre o amor e sua suposta eternidade. Não sou a pessoa mais qualificada para fazer uma resenha crítica sobre o livro (se bem que eu gostaria muito de fazê-la) mas, se me perguntassem eu diria simplesmente "arrebatador"; O assunto principal desse post é que acabei tecendo alguns versos que na verdade são uma homenagem e eu gostaria de compartilhá-los.



"Alguns infinitos são maiores que outros."
(Green)

(fonte da imagem http://www.intrinseca.com.br/blogdasseries/2012/07/fan-arts-de-a-culpa-e-das-estrelas/)


Se teu olhar é suficiente para me deixar extasiada,
Vem amor, não façamos promessa alguma
Olhe bem fundo nos meus olhos... não diga nada
Deixe apenas eu unir minha boca a tua.

Os infinitos são sempre tão ambiciosos...
Não caia nessa tentação, nessa vaidade,
Só me ofereça esses lábios fervorosos,
Que um beijo apaixonado dura uma eternidade!

Façamos do hoje, o nosso sempre, querido
E ao menos por hoje eu posso te amar,
Desestruturando o conceito do infinito
Posso ser tua pelo instante que isso durar...



terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Para quê?! (Florbela Espanca)



Tudo é vaidade neste mundo vão…
Tudo é tristeza, tudo é pó, é nada!
E mal desponta em nós a madrugada,
Vem logo a noite encher o coração!

 Até o amor nos mente, essa canção
Que o nosso peito ri à gargalhada,
Flor que é nascida e logo desfolhada,
Pétalas que se pisam pelo chão!…

 Beijos de amor! Pra quê?! …
Tristes vaidades! Sonhos que logo são realidades,
Que nos deixam a alma como morta!

 Só neles acredita quem é louca!
Beijos de amor que vão de boca em boca,
Como pobres que vão de porta em porta!…

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Nos meus olhos (Larissa Rocha)



Todo vez que meus olhos encontram tua face
Num breve instante, a tua no meio da multidão,
Vem uma dor, não sei de onde, no meu encalce
E sinto um aperto forte no coração

Esse aperto eu conheço bem, é a saudade
De um romance rápido como um trovão
Que deixou só a vontade
De um amor que foi só minha ilusão

Nos meus olhos eu tento te falar
Aquilo que me falta coragem pra dizer
A paixão que não posso mais esconder

A vontade que eu tenho de te amar...
A dor nos meus olhos, qualquer um pode ver
Apenas tu não podes e me deixas assim a sofrer!

Flor Bela Rocha 


mais poemas meus aqui

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Querer e precisar (Larissa Rocha)



O que quero e o que preciso
Quase nunca coincidem
Às vezes o coração fica indeciso
E duas vontades colidem

Preciso do que me faz bem,
É assim que tudo acontece
Mas estou sempre a querer algo além
Daquilo que a vida me oferece.

Flor Bela Rocha. Mais poemas meus aqui

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A ausente (Vinicius de Moraes)



Amiga, infinitamente amiga
Em algum lugar teu coração bate por mim
Em algum lugar teus olhos se fecham à ideia dos meus.
Em algum lugar tuas mãos se crispam, teus seios
Se enchem de leite, tu desfaleces e caminhas
Como que cega ao meu encontro...
Amiga, última doçura
A tranquilidade suavizou a minha pele
E os meus cabelos. Só meu ventre
Te espera, cheio de raízes e de sombras.
Vem, amiga
Minha nudez é absoluta
Meus olhos são espelhos para o teu desejo
E meu peito é tábua de suplícios
Vem. Meus músculos estão doces para os teus dentes
E áspera é minha barba. Vem mergulhar em mim
Como no mar, vem nadar em mim como no mar
Vem te afogar em mim, amiga minha
Em mim como no mar...

Uma pequena homenagem ao centenário de Vinicius de Moraes, mais informações no site http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Ao luar (Augusto dos Anjos)



Quando, à noite, o Infinito se levanta 
A luz do luar, pelos caminhos quedos 
Minha táctil intensidade é tanta 
Que eu sinto a alma do Cosmos nos meus dedos! 

Quebro a custódia dos sentidos tredos 
E a minha mão, dona, por fim, de quanta 
Grandeza o Orbe estrangula em seus segredos, 
Todas as coisas íntimas suplanta! 

Penetro, agarro, ausculto, apreendo, invado, 
Nos paroxismos da hiperestesia, 
O Infinitésimo e o Indeterminado... 

Transponho ousadamente o átomo rude 
E, transmudado em rutilância fria, 
Encho o Espaço com a minha plenitude! 

sábado, 28 de setembro de 2013

Meu coração (Larissa Rocha)



Meu coração é como um quarto abafado
Onde há muito tempo ninguém entra
O mesmo velho perfume impregnado
Onde a dor sempre se concentra

Mas de repente alguém abre uma janela
Deixa a brisa fresca renovar o ar
Deixa entrar a luz de uma manhã bela
Então pude novamente respirar

Alguém que trouxe de volta a esperança
Levou embora o a triste lembrança
Esse alguém talvez seja Ele...

Alguém que trouxe de volta a poesia
E me mostrou como aproveitar o dia
Esse alguém só pode ser Ele!

Flor Bela Rocha

mais poemas meus aqui

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Aos ombros dele (Larissa Rocha)


Nunca me canso de olhar admirada
As curvas tênues dos ombros dele,
O tom claro da sua pele,
Visão que me deixa hipnotizada 

É então que os desejos me consomem
Quando ele despe a camisa, e com o peito desnudo
Sou capaz de entregar-me em tudo
Aos músculos fortes dos ombros desse homem.

E o desejo tanto  que quase não resisto
À tentação de beijar essa fina película
Seguir com os lábios a linha da clavícula
Até o esterno, onde repousa uma medalha do cristo!



Vozes de um túmulo (Augusto dos anjos)



Morri! E a Terra - a mãe comum - o brilho 
Destes meus olhos apagou!... Assim 
Tântalo, aos reais convivas, num festim, 
Serviu as carnes do seu próprio filho! 

Por que para este cemitério vim?! 
Por quê?! Antes da vida o angusto trilho 
Palmilhasse, do que este que palmilho 
E que me assombra, porque não tem fim! 

No ardor do sonho que o fronema exalta 
Construí de orgulho ênea pirâmide alta, 
Hoje, porém, que se desmoronou 

A pirâmide real do meu orgulho, 
Hoje que apenas sou matéria e entulho 
Tenho consciência de que nada sou! 

A efemeridade do ser humano por Augusto dos Anjos: 
Nos versos acima fica clara a visão do poeta sobre a sociedade e sobre si mesmo, o "poeta do horrível" nos brinda mais uma vez com sua linguagem ácida e cheia de escárnio. No soneto Vozes de um túmulo são expostas as fraquezas humanas "Construí de orgulho ênea pirâmide alta" em contraposição com o fatalismo da morte e a incapacidade de alcançar a parte mais profunda do ser "Tenho consciência de que nada sou!". Impregnado pelas ideias deterministas Augusto dos anjos concebe as mazelas humanas retratadas no poema à corrupção característica do espírito dos homens, portanto, criando para o leitor um cenário fúnebre e demasiadamente pessimista, o autor nos diz o quanto a carne é efêmera, certo de que na vida prevaleciam a matéria e a superficialidade, sentimentos puros só poderiam ser revelados a partir da morte.
- Larissa Rocha

Utilizado como referência o excelente texto de Aíla Sampaio: A poesia decadentista de Augusto dos Anjos (recomendo para quem quiser se aprofundar).

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Poema (Mário Cesariny)


Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Minha crença (Larissa Rocha)



“Eu sou teu deus”, ele me disse certa vez,
Com um ar mais arrogante que bendito
E a verdade é que eu o adoro,
Ele é meu deus e é o único no qual acredito.

E foi assim que passei a crer nesse deus
Forte e onipotente, cálido e sensual,
Rogo-lhe para levar-me ao paraíso
Divino com gosto de pecado original

Sagrada seja a luz daqueles olhos!
Ele é meu maior pecado, e única salvação
Minha perdição é em seus beijos e abraços
E amá-lo tanto é minha vocação. 

Mais poemas meus aqui

sábado, 3 de agosto de 2013

Sem remédio (Florbela Espanca)



Aqueles que me têm muito amor 
Não sabem o que sinto e o que sou... 
Não sabem que passou, um dia, a Dor 
À minha porta e, nesse dia, entrou. 

E é desde então que eu sinto este pavor, 
Este frio que anda em mim, e que gelou 
O que de bom me deu Nosso Senhor! 
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!! 

Sinto os passos de Dor, essa cadência 
Que é já tortura infinda, que é demência! 
Que é já vontade doida de gritar! 

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio, 
A mesma angústia funda, sem remédio, 
Andando atrás de mim, sem me largar! 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Versos do dia



Música: Espumas ao Vento
Composição: Acioly Neto (1997)            

"De uma coisa fique certa,amor
A porta vai estar sempre aberta,amor
O meu olhar vai dar uma festa,amor
Na hora que você chegar"
                                                                                         

domingo, 16 de junho de 2013

Contigo aprendi coisas tão simples (Ruy Belo)


Contigo aprendi coisas tão simples como
a forma de convívio com o meu cabelo ralo
e a diversa cor que há nos olhos das pessoas
Só tu me acompanhastes súbitos momentos
quando tudo ruía ao meu redor
e me sentia só e no cabo do mundo
Contigo fui cruel no dia a dia
mais que mulher tu és já a minha única viúva
Não posso dar-te mais do te dou
este molhado olhar de homem que morre
e se comove ao ver-te assim presente tão subitamente

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Não importa (Larissa Rocha)




Não importa quanto tempo leve
Quantas vidas eu tenha que viver
De quantos sonhos tenha que abrir mão...
Faria o que fosse preciso fazer

Não importa quantos versos eu escreva
Nunca bastaria pra te falar do meu amor.
Mesmo se eu sofrer, mesmo se chorar,
Pra estar contigo, farei o que preciso for.

Saiba que também a distância não importa
No meu pensamento posso te alcançar
E toda vez que estiveres triste,
Terás meu abraço pra te acalmar!




Mais poemas meus aqui

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Maio (Larissa Rocha)


Maio já se vai quase todo
Nada é como era no início do mês
Sinto o peito carregado
Por várias emoções de uma só vez

Muita coisa mudou, acho que até eu mudei.
Apesar de temer o futuro
Ainda sonho e sinto como sempre,
A esperança é meu lugar seguro

De repente uma tristeza sem explicação...
É forte o sabor da despedida
Seja lá isso bom ou ruim
Maio foi o mês que mudou minha vida!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

O corpo não espera (Jorge de Sena)


O corpo não espera. Não. Por nós 
ou pelo amor. Este pousar de mãos, 
tão reticente e que interroga a sós 
a tépida secura acetinada, 
a que palpita por adivinhada 
em solitários movimentos vãos; 
este pousar em que não estamos nós, 
mas uma sêde, uma memória, tudo 
o que sabemos de tocar desnudo 
o corpo que não espera; este pousar 
que não conhece, nada vê, nem nada 
ousa temer no seu temor agudo... 

Tem tanta pressa o corpo! E já passou, 
quando um de nós ou quando o amor chegou.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

De que me rio eu? Eu rio horas e horas (António Patrício)



De que me rio eu?... Eu rio horas e horas 
só para me esquecer, para me não sentir. 
Eu rio a olhar o mar, as noites e as auroras; 
passo a vida febril inquietantemente a rir. 

Eu rio porque tenho medo, um terror vago 
de me sentir a sós e de me interrogar; 
rio pra não ouvir a voz do mar pressago 
nem a das coisas mudas a chorar. 

Rio pra não ouvir a voz que grita dentro de mim 
o mistério de tudo o que me cerca 
e a dor de não saber porque vivo assim.

Quem vê teu riso, não imagina a dor que se esconde atrás dele! Rir para não chorar... Quem nunca?! Todos usam máscaras para esconder os verdadeiros sentimentos mas é bom as vezes chorar pois só assim descobrimos que, como diria Sérgio Jockyman, " O riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano".

sexta-feira, 10 de maio de 2013

sábado, 4 de maio de 2013

Vai-te, Poesia! (José Gomes Ferreira)



Vai-te, Poesia! 

Deixa-me ver a vida 
exacta e intolerável 
neste planeta feito de carne humana a chorar 
onde um anjo me arrasta todas as noites para casa pelos cabelos 
com bandeiras de lume nos olhos, 
para fabricar sonhos 
carregados de dinamite de lágrimas. 

Vai-te, Poesia! 

Não quero cantar. 
Quero gritar!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Perdidamente Florbela













"E as minhas mãos, uns pálidos veludos,
traçam gestos de sonhos pelo ar..."


Eu assisti à minissérie "Perdidamente Florbela" que é uma biografia da maravilhosa poetisa Florbela Espanca, esta é a história de uma mulher "apaixonada e que apaixonou" e me deixou, sem dúvidas, ainda mais apaixonada por esse grande nome da poesia portuguesa! Um retrato da vida íntima de Florbela, com todos seus escândalos e paixões, eis aí uma mulher que viveu intensamente e com uma sede de amar. Seu sofrimento e seus conflitos internos, assim como todas as polêmicas que ainda cercam sua vida foram contadas de uma forma belíssima, e só poderia ser. Com direção de Vicente Alves do ó e estrelando Dalila Carmo no papel de Florbela, quem quiser conferir já está disponível no youtube a minissérie em três partes: aqui





Eu (Florbela Espanca)

Eu sou a que no mundo anda perdida, 
Eu sou a que na vida não tem norte, 
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte 
Sou a crucificada ... a dolorida ... 

Sombra de névoa ténue e esvaecida, 
E que o destino amargo, triste e forte, 
Impele brutalmente para a morte! 
Alma de luto sempre incompreendida! ... 

Sou aquela que passa e ninguém vê ... 
Sou a que chamam triste sem o ser ... 
Sou a que chora sem saber porquê ... 

Sou talvez a visão que Alguém sonhou, 
Alguém que veio ao mundo pra me ver 
E que nunca na vida me encontrou! 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Chove! (José Gomes Ferreira)



Chove... 

Mas isso que importa!, 
se estou aqui abrigado nesta porta 
a ouvir a chuva que cai do céu 
uma melodia de silêncio 
que ninguém mais ouve 
senão eu? 

Chove... 

Mas é do destino 
de quem ama 
ouvir um violino 
até na lama. 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Eu sei (Larissa Rocha)



"Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste"
(Vinicius de moraes) 

Eu sei, tudo que dissestes é verdade
Por mais que doa, e dói...  Eu sei,
Era hora de encarar nossa dura realidade
Mas também é verdade tudo que te falei.

Tuas palavras continuam em minha mente
Passam como um filme na minha cabeça
E eu assistia a tudo passivamente...
Nada fará com que eu esqueça.

Aquilo doeu, e tua ausência ainda dói
É um vazio que nunca será preenchido,
A saudade lentamente me destrói,
Faz-me desejar nunca ter te conhecido!

Mas então não saberia o que sei agora
Que amar às vezes é deixar partir,
Tua maior prova de amor foi ir embora
Eu sei, amor... E tudo isso por causa de ti!

Mais poemas meus aqui

quarta-feira, 10 de abril de 2013

terça-feira, 9 de abril de 2013

Os versos que te beijam (Larissa Rocha)



Eis o que mais me entristece:
Amo-te tanto e nunca te beijei!
Ainda guardo em meus lábios
Todos os beijos que não te dei

Por isso ainda te mando versos
Como quem manda beijos
Para que eles te alcancem suaves
E deixem claros meus desejos

Minhas palavras viajam muito
Só para beijar-te a boca
Este é meu único intuito.

São palavras sem muita importância,
Mas aceita estes versos meus
Que te beijam à distância!

Mais poemas meus: clique aqui

sábado, 6 de abril de 2013

Volta pra mim (Larissa Rocha)



Volta pra mim, amor... Sinto tanta saudade!
Talvez não passe de um sonho intangível
Mas não quero viver nessa realidade
Sem ti, viver já se tornou impossível!

Se ainda resta algo do nosso amor
Volta... Não consigo te esquecer.
Ainda te amo... Volta, por favor!
Tu bem sabes que não quero te perder

Tenho ainda algumas coisas para te falar
Do nosso amor eu nunca desisti,
Essa distancia não pode acabar
Com o amor que sinto por ti

Eu não me acostumo com a tua ausência
Por isso ainda te espero e te procuro
Simplesmente tu és já minha essência
Só quero fazer parte do teu futuro

Ainda te quero de qualquer jeito
As coisas não precisam ser assim
Sei que nada mais será perfeito
Não importa como, apenas volta pra mim!

Mais poemas meus aqui

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Meu maior martírio (Larissa Rocha)



Meu maior martírio é não saber
Quando ou se tu voltarás um dia
É isso que enche minhas noites
De uma insuportável agonia

A angústia que castiga meu peito
É quando a noite chega, mas tu não.
É quando dá a nossa hora
E ela só traz frio e solidão

Perdoa, mas não consigo conter o choro.
As constelações, mal posso esperar para vê-las
Pois meu único consolo é ver
O brilho dos teus olhos na luz das estrelas.

Mais poemas meus aqui

quarta-feira, 3 de abril de 2013

A louca (Larissa Rocha)

Para Marcelo


Desde o dia que te vi partir
Ando feito louca na rua
Vivo quase sem existir
E tudo isso é culpa tua!

Enlouqueci ainda na flor da idade
Sei que não foi tua intenção me magoar
Mas me diz como manter a sanidade
Se não posso mais te amar?

Ando com a alma atormentada
E ainda escuto tua voz na minha cabeça
Não me deixes aqui abandonada
Se não queres que eu enlouqueça

Passo o dia encolhida pelos cantos
E ouço dizer: “pobrezinha, enlouqueceu!”
Quando os outros me veem aos prantos
Entre soluços a chamar o nome teu

Lagrimas inundam os olhos meus
Quando sozinha na escuridão
Lembro-me do teu último “adeus”
Aquele que me fez perder a razão!




"Ai, a rua escura, o vento frio
Esta saudade, este vazio
Esta vontade de chorar
Ai, tua distância tão amiga
Esta ternura tão antiga
E o desencanto de esperar
Sim, eu não te amo porque quero
Ai, se eu pudesse esqueceria!
Vivo e vivo só porque te espero
Ai, esta amargura, esta agonia"




Mais poemas meus aqui

domingo, 31 de março de 2013

Persistência (Larissa Rocha)



Luto contra o tempo aliado à distância
Pois o tempo sem ti passa impiedoso
E para tornar tudo mais doloroso
Ainda há tua habitual inconstância

E porque teu amor me é essencial
Prefiro acreditar que tudo vai dar certo
Que um dia vou te ter por perto
Luto porque te amo de um jeito visceral

Esta luta incansável simplesmente me assusta
Tuas palavras me deixam hesitante
E não acho a luta nem um pouco justa

Luto contra o risco iminente de te perder
Tenho medo de que me esqueças
Pois sei que nunca vou te esquecer 




Mais poemas meus aqui
Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha,
É minha maneira de estar sozinho.
(Fernando Pessoa)