sábado, 2 de maio de 2015

Ver-te é como ter à minha frente todo o tempo (Ruy Belo)


Ver-te é como ter á minha frente todo o tempo
é tudo serem para mim estradas largas 
estradas onde passa o sol poente 
é o tempo parar e eu próprio duvidar mas sem pensar 
se o tempo existe se existiu alguma vez 
e nem mesmo meço a devastação do meu passado



Longe de ti (Larissa Rocha)




Talvez tu precises de mim
E talvez eu fizesse bem pra tua vida
Quem sabe, seria só tua minha boca carmesim,
E eu seria a única pra curar tua ferida.
                                                                             
Me dói o coração estar longe de ti
E logo de ti, que eu amo tanto…
Queria que soubestes o carinho que sempre senti,
Estou muito longe, entretanto.

Há muito tempo sofro, meu amor,
Depois de tantos anos ainda não te encontrei
Mas ainda te amo com o mesmo fervor

E é por esse amor antigo que não posso abandonar
De ti, mesmo longe, eu sempre cuidei
Longe de ti…e nascida pra te amar.

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Desconcerto (Larissa Rocha)



Tua ausência me desconcerta, de tal jeito
Que não sei se cabe mais vazio em mim,
Ando perdida, quase enlouquecida
Temendo que este seja o nosso fim.
                                       
Busco-te incessantemente, de um jeito insano
Mas o silêncio vem de todos os lados...
Mais um minuto sem ti e aqui estou
Pagando por todos os meus pecados

Já pensei em todas as formar de lidar
Com essa dor, que é saudade infinda
Mas essa agonia, só tua presença alivia...
Só o timbre confortante da tua voz linda

A saudade castiga como nunca fez antes
Neste momento, o silêncio grita
E tua falta, já me tirou quase tudo...
Só uma folha em branco espera pra ser escrita.

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Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha,
É minha maneira de estar sozinho.
(Fernando Pessoa)